Sindicato dos Servidores participa de ato contra a Reforma da Previdência

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Representantes do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais e Autárquicos de Ourinhos e Região, acompanhados de sindicalistas e integrantes da sub-sede da CUT de Ourinhos, se uniram as demais categorias de todo o Brasil, e participou do ato realizado na manhã de quarta-feira, 20, para dizer ‘não’ à proposta que praticamente acaba com o direito à aposentadoria de milhões de brasileiros e brasileiras.

Para a CUT e demais centrais sindicais que estão organizando a luta de resistência  – Força Sindical, CTB, Intersindical, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas e CSB –, as propostas apresentadas pelo governo confirmam a avaliação de que as medidas, que incluem o modelo de capitalização da Previdência, obrigatoriedade da idade mínima (65 anos homens e 62 anos mulheres) para se aposentar, e duras regras de transição, não servem para os trabalhadores e trabalhadoras que irão morrer sem conseguir ter acesso a uma aposentadoria digna.

Nesse sentido, foi tirado um calendário de lutas. Em Ourinhos, sindicalistas realizaram uma manifestação no Terminal Rodoviário Urbano onde foram entregues panfletos e feito esclarecimentos com toda a população sobre consequências nefastas das propostas apresentadas pelo presidente Bolsonaro.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de Ourinhos e Região, Edinilson Ribeiro, o Biguá, espera que os deputados e senadores possam reavaliar a proposta da reforma Previdência, pois a forma que foi apresentada, prejudicará o trabalhador que depende da seguridade social. “Esperamos que esse projeto apresentado possa ser discutido de uma maneira ampla. Se a Reforma fosse justa contemplava todos, não ficariam excluídos a classe política, os militares e o judiciário. Agora se realmente tiver a Reforma, que seja justa principalmente para aqueles que necessitam da seguridade social”.

Claudio Izidio, assessor da sub-sede da CUT de Ourinhos, além de defender uma reforma mais justa para os trabalhadores, também ressaltou que as grandes empresas devem acertar suas dívidas com a Previdência.  “O presidente baixou um Decreto repassando R$ 600 bilhões da seguridade para outras pastas. Se falam que há um déficit de R$ 149 bilhões na Previdência, como em pouco mais de 30 dias se tira do Fundo da Previdência R$ 606 bilhões? Alguma coisa está errada, as contas não batem. Se tem déficit, como tem uma reserva de R$ 600 bilhões? Não somos nós trabalhadores que temos de pagar a conta, mas as grandes empresas que devem para a previdência tem que pagar seus débitos para cobrir esse rombo que dizem que existe”, destacou Claudio Izidio.

O ex-vereador Toninho do PT também esteve presente no ato em Ourinhos para defender a classe trabalhadora. “Hoje a classe trabalhadora está se mobilizando com seus Sindicatos de luta contra uma proposta que é pior  do que a que estava sendo analisada pelo Congresso. A população está atenta, preocupada e não quer que seja aprovada essa reforma da Previdência apresentada pelo o atual governo. Pesquisa diz que mais de 70% da população é contra a idade mínima que está sendo estabelecida. O que temos de experiência é que é necessário fazer um movimento para estarmos juntos contra essa Reforma nefasta que foi apresentada pelo governo Bolsonaro, que é importante dizer que mentiu nas eleições ao afirmar que era contrário a idade mínima de 65 anos. Vamos fazer o bom combate até que consigamos vencer. No passado a proposta do Temer nem entrou para votação devido a luta que tivemos”.